Contraluz

Porta aberta, numa sala vazia
E a vida que corre viva, lá fora
Foi amputada dentro de casa
Contraluz do dia.

Violência emudece gritos de dor
Sufocados no âmago do mal…
E travestidos de amor.

Não há coerência, nesse paradoxo existencial.
Pois o amor une, e o ódio faz inexistir tudo na incontinuidade da vida real.

Libertem-se!

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Vale

Quanto vale uma vida, duas, trezentas?
– Vale um tsunami de lama
Quanto vale matar um rio e todo o seu ecossistema?
– Vale um monstro de rejeitos, que aterra esperanças
Quanto vale o descaso, o silêncio e a mentira?
– Vale um vale soterrado, vidas cimentadas e uma justiça vazia
E quanto vale sua dignidade?
– A compra das ações mais baratas do dia.

Para quem sobrou, arsênio e metais pesados para beber.