Angola

Angola
Traficada
Força
Opressão
Braço forte
Lombo açoitado
Sangue:
Que também carregamos nas Veias
Abertas
Na América Latina portuguesa.

Angola
Mantida à força
Guerra
Minas terrestres
Membros amputados
Sangue:
Que agora jorra misturado
Como a moral, infectada pela tirania
Numa África pós portuguesa.

O libelo da liberdade, vira a herança da maldade. Como os porcos de Orwell, que deram as mãos ao deus do poder.

Liberdade, liberdade para todos os presos políticos angolanos. Libertem a vida. Libertem a liberdade!

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Hino

Não quero cantar esse hino
De genocídios passados transformados em glória
De índios empalados e negros escravizados
E estupros coletivos
Transformados em ordem e progresso à luz da história.

Não quero louvar as ações dos vencedores
Assassinos bandeirantes
Coronéis e ditadores
Isso não é ser brasileiro
Apenas besta
Cego
E ingênuo.

Prefiro cantar um frevo, coco, samba, maracatu
Dançar caboclinhos
Um punk de indesejados ocidentais
Um blues de canto triste negro
Ou um afrobeat
Com pernas no ar e folha seca numa roda de capoeira
Berimbau ressoando na alma e no ar.

Não se canta assassinatos como glória
Pois na barbárie não há vitórias
Só quero cantar o amor
A vida real, vivida
Quero cantar não só o passado
Mas também o agora.