AFUNDA A MENTE AOS ISMOS

A pele, áspera, deseja cor, austera vida e desterra dor. Como entender então um país invadido, roubado e chacinado, adotar a moral do invasor? Entre a marca e a origem, somos Casa Grande ou Senzala, de acordo com quem nos olha ou quando olhamos o nosso interior. Arrotando etnicismos transformados em racismo, xenofobias paradoxais. Somos invasores odiando imigrantes, enquanto exterminamos tupis e guaranis kaoiwás. Cristãos fundamentalistas odiando muçulmanos, quando o cristianismo não nos é embrionário, preferimos matar xamãs das florestas e negros orixás.

É preciso entender que nossas fronteiras não passam de tratados convencionados, e que entre dois deuses, todos somos ateus aos olhos do outro.

Deus está morto?

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Contragolpe

E no octógono da vida
Propulsão de mudanças
Combustível, combustivel
Nos falta sentir fagulha
Ar, política
Palavras se entrelaçam
Lançamos palavras
Que agem
Verborragindo o mundo

Flexionando em pessoas
Tempos e espaços

Falta uma voadora
Porra!
Bem na caixa desses peitos, no caixa dos bancos
Contragolpe
Qual o mote
Que vai nos deixar satisfeitos?

Por Rodrigo Barradas e Tauã Pinheiro (TAU) – cpensaquepensa.wordpress.com