Libera(l)ismos

Esse teu egoísmo
E tão comemorado individualismo
É psicopatia,
Espelho de Friedman,
Gatilho apertado na América latina.
Ditadura,
Política de choque
Eletrocutando a democracia,
Para fazer alavancar livres iniciativas.
Sob o olho guardião
Fuzil em mãos
Boca amordaçada
Tudo pelo 1%
E para o pobre nada.
O maior serial killer de todos.
Produto acadêmico
Nascido das entranhas de assassinos
De uma escola de horror em Chicago.

Destruam a economia,
A academia
E essa merda de Nobel proselitista.

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Mulheres da Amazônia

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres icamiabas
Vivem sem homens, maridos
O oposto das mulheres de Atenas

Quando amadas em lua cheia
Se banham em Yaci, mergulham
Seu muiraquitã
Quando fustigadas não choram
Se erguem e lutam
Guerreiras
Sem pena

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres icamiabas
Não sofrem, pois não têm maridos
Livres são a antítese de Atenas

Quando depois do sexo os guaracis se vão
Elas moldam amuletos da sorte
Medusas que são
E quando eles voltam, sedentos
Precisam colocar, atentos
Embriões para nascer
O oposto de Atenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres icamiabas
Com relações, mas não maridos
Pois elas, arqueiras
Não são de Atenas

Quando elas saem à luta
Costumam buscar um conforto
De outras companheiras
Mas no fim do mês, empoderadas
Quase sempre trocam sexo e abraços
Com índios homens
Libertas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres icamiabas
Geram para si mesmas
As novas meninas
Arteiras

Elas têm gostos e vontades
Defeitos e qualidades
Têm medo, não apenas
Pois têm sonhos
Suas liberdades, matas, batalhas
Lindas Iaras
Morenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres icamiabas
Não temem, pois não têm maridos
Donos e assassinos
Como em Atenas

As jovens mulheres marcadas
E as gestantes amadas
Não fazem cena
Amarram o seio direito, se mostram
Sempre fortes e nunca se recolhem
Pois gostam da vida
Guerreiras

*Adaptação da música/poesia “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque. A antítese através da história das icamiabas: índias guerreiras que viviam sem homens e que dizem, deram o nome à floresta amazônica, em referência às amazonas da mitologia grega: http://super.abril.com.br/historia/amazonas-lenda-ou-realidade

Mercado Livre

Vende-se problemas para se vender a cura. Paliativos, ansiolíticos e antidepressivos. Muletas, smartphones, aquecimento global, commodities & ativos. Crack das bolsas, bolhas, desigualdade, colonização e imigração. Combustíveis fósseis, terrorismo, bala de prata e uma estaca cravada bem no coração. Quem vende o diabo, vende deus! Quem vende drogas, vende repressão. Quem vende guerra, vende esperança. E quem vende liberdade, exploração.

Qual a diferença entre uma burca, um silicone, Washington ou Teerã?