Cortam árvores para se plantar gente

Pau d’Arco sangra
E irriga a terra
Em que,
No chão,
Camponeses plantaram sonhos
Que foram transformados em pesadelos,
E onde o Eldorado
Sempre finda em massacres
Como o de Carajás.
O Pará/Brasil parou no tempo
De uma República grileira,
Em que a força de um Far West, que é mais leste e norte
Do que o Oeste de olhos azuis
Se faz presente em quem planta mais gente,
Como semente de morte,
De corpos perfurados
Por balas limpas,
A mando de gente suja,
Que abre caminhos para campos
De gados
E onde cultivam o deus do agronegócio,
Que é o deus do assassinato.

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