República Federativa do Ódio

Primeiro o ódio espreita
E se deixa ver por entre brechas,
Depois como metade
Que se traveste de dualidade.
Depois mostra a cara,
De riso frouxo,
Dentes salientes,
Baba escorrendo
E soluço débil.
Nas costas, mãos,
Nas mãos a raiva,
Que como faca
E como punhal
Perfura carne,
Rasga tez,
Da epiderme,
Derme,
Vasos,
Tendões,
Artérias,
Ao coração.
E quando vemos
Não sobra nada!
Uma nação que ama odiar!
Que para se enganar,
Faz transplantes de córneas
Mas se frustra quando percebe
Que não existem transplantes de alma.

Advertisements

até steve jobs foi criança

criança deveria só ser criança
brincar na rua
ralar joelho
subir em árvores
descobrir o primeiro amor
e acreditar que ser adulto é bom
não competir
como peça de xadrez
em reality shows de ignorância

a única meritocracia das crianças
deveria ser apenas: ser feliz!