Quarup

Parece que chego ao fim,
Hoje ou qualquer dia.
E, se olhar no espelho
E ver fantasmas,
Parece ser agora cotidiano.
Quando o âmago dói,
Cria crosta, calcifica dor,
Pesa alma,
Arqueia costas.
Cotovelos secos,
Solitude não egoísta
É a minha lei.
No meu condado,
Sou delegado,
Xerife sem estrelas,
Juiz de minhas derrotas,
Acusador e réu.
Debato monólogos infindáveis
E sempre ganho de mim mesmo.
Ao fim, sempre um troféu de lata,
Ansiolítico mental,
Placebo de alma.

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