c’est la vie

sou um menino palestino,
perdido,
sem terra,
sem chão,
dragado
por uma força inexplicável.
buraco negro
que devora estrelas
e desintegra rastros de alegria.
as moléculas se esvaindo.
o eu, agora
totalmente desintegrado,
opaco.
corpo inanimado perdido numa esquina
com uma placa de rua de nome: Vida.

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